Como eu me sinto no jornalismo quando’, ‘Desilusões perdidas’, ‘Jornalismo vai com Deus’ e ‘Ego Estagiário’ fazem sátiras da realidade enfrentada pelos jornalistas, mostrando que uma profissão sofrida também tem seu lado divertido
Hoje é o dia oficial do jornalista, uma data criada pela Associação Brasileira de Imprensa em homenagem a Giovanni Battista Libero Badaró, que foi um médico e jornalista assassinado no dia 22 de novembro de 1830 por alguns inimigos políticos. O movimento popular gerado pelo crime fez D. Pedro I renunciar o cargo em 7 de abril de 1831.
100 anos depois a data foi criada pela associação para homenageá-lo. Ou seja, está na história, desde o começo, que seria uma profissão sofrida, como se estivessem prevendo toda ingratidão, com muita “ralação” que o profissional encontra desde o primeiro dia de trabalho, a tal ponto que só continua quem é muito apaixonado.
Vale lembrar que ele já é, desde a faculdade, preparado para ser desapegado ao dinheiro. Ah, e a família também, assim como datas festivas e churrascos em um domingo de sol por conta do bendito plantão. Reza a lenda que jornalista, para ter sorte no amor precisa encontrar outro jornalista para entender sua realidade sem querer separar depois de alguns meses.
Um horário para comer uma refeição decente quase nunca vai existir, mas o café é seu aliado diário na redação. Porém, ser jornalista também é ver o outro lado da história e pensar positivo, já que tudo tem um ponto bom.
Jornalista é uma classe desunida sim, mas ao mesmo tempo muito esperta, e consegue tirar sarro deles mesmo, sem ofender. Um exemplo são as páginas “Como eu me sinto no jornalismo quando…”, “Desilusões perdidas”, “Jornalismo vai com Deus” e “Ego Estagiário”, criadas – através de críticas inteligentes – para brincar com os “piores” momentos da profissão.
comoeumesintonojornaufuquando.tumblr.com
Baseada no sucesso “Como me sinto quando”, que é o terceiro maior tumblr do mundo, a página “Como me sinto no jornalismo UFU quando…” mostra a “rotina do curso mais balado da Universidade Federal de Uberlândia”, como diz o autor. Porém, a realidade apresentada na página serve para todo profissional, em qualquer local do país.
Nela são mostradas situações, através de uma sacada simples, pelas quais todo jornalista passa no dia a dia, ilustradas por GIFs animados. E são tão boas que viraram febre entre os profissionais da área, garantindo boas risadas durante todo o tempo em que se visita a página. Tem até um cara se jogando de um navio com a legenda “Como me sinto no jornalismo quando… …descubro que tem gente no curso buscando fama”.
desilusoesperdidas.blogspot.com.br
A descrição é simples: “Eu poderia estar fazendo terapia, poderia estar me matando, mas preferi escrever um blog. Ainda muito jovem, fui diagnosticado como jornalista. Das sequelas, a mais linda é a paixão por contar histórias. O blog “Desilusões perdidas” foi ao ar em 12 de janeiro de 2009 e, por cinco anos, falei, exclusivamente, das graças e desgraças da vida de jornalista.”
Porém, a partir deste ano, o blog passou a discorrer sobre os “sabores e dissabores da vida em geral, sem deixar de lado o jornalismo. E sem perder o bom humor”, garante o autor. Autor este que escreveu o famoso livro “A vida de jornalista como ela é” e foi roteirista do programa Sensacionalista (Multishow) por duas temporadas.
jornalismovaicomdeus.tumblr.com
Este é melhor de todos na opinião de muitos jornalistas. Se trata de um blog que reúne as maiores pérolas publicadas no Brasil e no mundo. Como exemplos são as manchetes “Carro capota com 4 pessoas e uma mulher”, “Pães terão que dizer o quanto são integrais” e a legenda “Vitor Belfort nocauteou seus três últimos oponentes por nocaute”. Todo profissional da área sabe que é feio rir dos erros dos outros coleguinhas, mas neste caso pode.
egoestagiario.tumblr.com
Muitos jornalistas acham que, por ser especializado na vida dos famosos, o site Ego não faz jornalismo de verdade. Polêmicas a parte, a sátira é melhor que a criação original, tanto que recebe cerca de 20 mil visitas por dia. Um sucesso de audiência, considerando o que se propõe a fazer.
Por conta deste mesmo sucesso, um ano depois de entrar no ar ele sumiu, e o público que se divertia com as paródias de manchetes publicadas por um “estagiário” no site de celebridades ficou sem entender. Isso aconteceu por conta de uma notificação extrajudicial enviada pela Globo.com, dona do Ego original, que proibia o uso da imagem. Mas hoje ele está firme e forte, pronto para fazer os jornalistas – e qualquer outro ser humano – rir durante toda a navegação.
Fonte: topmidianews.com.br




