O cinema

Esses dias me peguei pensando
Tínhamos planos de ir ao cinema
Quando apaixonados,
Era isso que imaginávamos
Na tela, um filme romântico
Quem sabe logo após a sessão
Repetiríamos a cena?
Não deu tempo
Você foi embora
Sem mais delongas ou demora
Num momento em que eu achava
Que não encontraria
Em outra pessoa seu encanto
E ninguém mais poderia
Acalentar meu pranto
Você se foi: E o cinema?
Quem sabe mais tarde seja tema
De outro poema
Com um beijo apaixonado
Talvez um outro alguém interessado
Possa fazer meu coração
Bater mais forte?
E de repente mudar
Essa minha sorte
Hoje, sozinha, pareço
Sem eira nem beira
De qualquer maneira
Sei que o sofrimento
Não é infinito
E podem existir dias
Mais bonitos
Há de chegar o dia
Em que um novo amor
Tomará conta de mim e trará alegria
E esse coração que um dia foi seu
Vai entender que o romance entre nós
Definitivamente se perdeu
Não tivemos um final feliz
Mas também não sou boa atriz
Para fazer de conta
Que nosso relacionamento
Ia de vento em popa
Por certo é melhor admitir
Do que tentar fingir
Que entre nós estava tudo bem
Na sétima arte vale tudo
Na vida também
Então eu arrisco, me jogo
Me entrego ao amor
Não há pessoa no mundo
Que possa me convencer
Que amar não vale a pena
Sim, isso também é coisa de cinema
Daqueles romances açucarados
Mas querem saber?
A vida sem doçura
Pode virar uma loucura
Sem um viés interessante
Então que vivamos muitas cenas
Doces, reais e importantes
Para marcar nosso livro da vida
Com passagens inesquecíveis
Desde a terna infância até nossa partida!
(Eve)

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