Mania de pensar em você

Chuva fina cai lá fora
E eu aqui dentro
Com saudade de você
Enquanto as gotas d`água
Molham as plantas,
Revigoram o cenário
De mais um dia
No meu peito
Sinto os batimentos descompassados
Do meu coração
Que revelam nostalgia e agonia
O externo e o interno
Entram em contradição
Às vezes temo esse desalinho
Mas não posso evita-lo
Há muitas recordações
Em meu caminho
Como pode uma simples chuva
Mexer tanto com minhas emoções?
E num momento mais consciente
Não tem jeito, tenho que admitir
É inegável, evidente,
Não é a água que cai do céu
E lava as calçadas
Que me põe assim tão emotiva
E ainda tão apaixonada
É a falta de você ao meu lado
E ao mesmo tempo
Tão presente em minha vida
E me vejo sem saída
Ainda tem sua morada em meu peito
Mas não quero reviver nenhum passado
O que terminou está acabado
Retratos, livros e CDs, enfim,
Uma atmosfera traz você pra mim
Mas é tudo coisa da minha cabeça
Esqueça!
A chuva?
Foi só pretensão para começar a dizer
Sobre esta frequente mania de pensar em você!

(Eve)

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