Horizonte
O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esperança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte-
Os beijos merecidos da Verdade. ”
(Fernando Pessoa)
O poeta traz uma antítese com as palavras “ver” e “invisíveis” para dar expressividade ao que ainda não foi descoberto. Ou seja, Fernando Pessoa é afirma que sonhar é ver as formas que ainda não existem, que não descobrimos.
Deste trecho do poema extraímos que também o sonho pode ser considerado a vida, muitas vezes a sua origem e a imagem da alma. Pode-se concluir então que o sonho é como uma segunda vida para nós.
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